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Rio Paracatu


A bacia hidrográfica do rio Paracatu localiza-se quase totalmente no Estado de Minas Gerais, tendo apenas uma pequena parte no estado de Goiás, com área de drenagem de 45.280 km2, formando o rio que é um dos cinco mais importantes afluentes do rio São Francisco.
O Rio Paracatu nasce entre os contrafortes da Chapada da Ponta Firme e da Serra do Garrote, que são os divisores de água com o Rio Paranaíba, em altitudes superiores a 1.000 m, com denominação de Paracatuzinho. Só passa a se chamar Paracatu próximo a Pontal, 364 km a montante de sua foz.

A foz localiza-se à margem esquerda do São Francisco, com cota de 461 m, a cerca de 130 km a jusante de Pirapora. Seus principais tributários são os rios Preto e Escuro pela margem esquerda e Prata e Sono pela direita. O rio apresenta condições de navegabilidade em águas altas, num estirão de 364 km, da sua foz no rio São Francisco até a localidade de Pontal.

Da foz até a localidade de Porto Cavalo, trecho com 104 km de extensão, o rio Paracatu apresenta alguns locais que constituem obstáculo à navegação. O trecho de Porto Cavalo até Buriti, com cerca de 200 km de extensão, apresenta uma série de corredeiras que devem ser vencidas com o auxílio de obras estruturais. De Buriti até Pontal (58 km) o rio apresenta baixa declividade.

Em 1966, a Canambra, estudando o potencial hidrelétrico da Região Centro-Sul, propôs a barragem do Garrote, próxima a Porto Cavalo, com a finalidade de geração de energia e de reservatório de acumulação. A barragem se situa a 101 km da foz, queda de 32 m e cota de alagamento no nível 510,00m. Nesta época foi citada pela Diretoria de Vias Navegáveis, a construção de um sistema de 2 eclusas de 16m, o que permitiria além da navegação lacustre em cerca de 260 km, sua ligação com o trecho de jusante e a conexão com o rio São Francisco.

Em 1969 foi concluída a obra da ponte da rodovia MG-181, que liga João Pinheiro a Brasilândia de Minas, o que, segundo estudo feito em tal data pela Diretoria de Vias Navegáveis, limitou a altura do tirante de ar a 9,85 m em 95% do tempo, na localidade de Porto Extremo, ou seja, além de limitar a navegação durante as secas mais severas a limitaria também durante as cheias mais fortes.

Em 1987, a CEMIG refez o estudo de inventário para o rio Paracatu considerando as novas condições da bacia e previu dois aproveitamentos. Se tais aproveitamentos fossem eclusados e com a canalização de um pequeno trecho do rio, seria possível a navegação em cerca de 360 km, até a localidade de Pontal.

Estes aproveitamentos eram:

  •  UHE Paracatu, a 93 km da foz, queda de 19m, cota de alagamento no nível 496,00 m e potência instalada de 75 MW.
  • UHE Bezerra, a 259 km da foz, com queda de 16m, cota de alagamento no nível 512,00 m e potência instalada de 26,2 MW.

É necessária a revisão desse inventário, em função de novos estudos realizados pela Concessionária Elétrica.Como o rio Paracatu apresenta em seu alto e baixo cursos, declividades, larguras e profundidades compatíveis para uma hidrovia, apresentando em seu médio curso obstáculos como corredeiras, travessões e portões que necessitam de intervenção estrutural, o rio pode e deve ser estudado quanto a possibilidade de navegação comercial. Este estudo deve ser feito considerando os múltiplos usos da água, em conjunto com os aproveitamentos hidrelétricos da bacia.

O local da hidrovia é estratégico, pois liga uma região produtora de grãos ao restante da hidrovia do São Francisco, podendo facilitar, com a implantação da hidrovia, a distribuição deste produto para o nordeste e até mesmo sua exportação. Esta hidrovia se inseriria na região como alternativa à implantação da ferrovia Pirapora-Unaí em Minas Gerais.






AHSFRA - Administração da Hidrovia do São Francisco
Telefones: 0XX38 - 3741-2989 / 3741-2555 Fax: 0XX38 - 3741-3046
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